
Se você chegou até aqui pesquisando por um “remédio para menopausa” no Google, é muito provável que sua rotina, seu sono e seu bem-estar estejam sendo interrompidos pelos famosos fogachos.
As ondas de calor repentinas e os suores noturnos estão entre as queixas mais frequentes do climatério, afetando entre 11% e 47% das mulheres acima dos 40 anos. Historicamente, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) sempre foi o padrão-ouro para o alívio desses sintomas. No entanto, muitas mulheres não podem — ou simplesmente preferem não — utilizar hormônios.
A boa notícia é que a ciência avançou. A Anvisa acaba de aprovar o primeiro medicamento não hormonal especificamente indicado para o tratamento dos sintomas vasomotores moderados a intensos da menopausa. Conhecido pelo princípio ativo fezolinetanto (comercializado como Veoza), ele representa um marco na ginecologia integrativa.
O que é o Veoza (Fezolinetanto) e como ele funciona contra os fogachos?
Diferente dos tratamentos tradicionais, esta nova medicação atua diretamente no cérebro, na raiz do desequilíbrio térmico.
Durante a menopausa, a queda natural do estrogênio altera o funcionamento de um grupo de neurônios chamados KNDy, que ajudam a regular a nossa temperatura corporal. Esse desequilíbrio aumenta a ação de uma proteína específica (a neurocinina B), que funciona como um “gatilho” para os fogachos.
O fezolinetanto age bloqueando exatamente a ligação dessa proteína aos seus receptores. Sem envolver hormônios, ele “acalma” o centro de regulação de temperatura do cérebro. Estudos clínicos demonstraram resultados rápidos, apontando uma redução média de 53% no número diário de fogachos após as primeiras quatro semanas de uso, além de uma melhora significativa na intensidade dos episódios.
Para quem este novo remédio sem hormônio é indicado?
O fezolinetanto surge como uma excelente alternativa para mulheres que sofrem com os sintomas vasomotores, mas possuem contraindicações formais à terapia hormonal, como:
- Histórico pessoal de câncer de mama ou tumores dependentes de estrogênio.
- Risco elevado ou histórico de trombose e eventos cardiovasculares.
- Mulheres que, por escolha pessoal, preferem abordagens não hormonais para atravessar o climatério.
A Importância do Cuidado Integrado (O Método Splena)
A aprovação de uma nova tecnologia pela Anvisa é um avanço extraordinário, mas a medicina humanizada nos ensina que não existem “fórmulas mágicas” universais.
Na Clínica Splena, acreditamos que a mulher não deve se adaptar ao sistema: é o sistema de saúde que deve se adaptar à mulher. O uso de inovações como o fezolinetanto exige uma avaliação médica criteriosa. Nossa equipe multidisciplinar analisa seu biotipo, seu histórico clínico, suas expectativas e sua saúde global antes de qualquer prescrição.
Cada decisão médica e cada abordagem terapêutica que aplicamos é embasada nas melhores evidências científicas — mas nunca desconectada da sua história única. O nosso propósito é integrar ciência e sensibilidade para que você recupere seu bem-estar com absoluta segurança.
Você não precisa normalizar o desconforto. A ciência evoluiu para oferecer escolhas. Agende uma avaliação com nossa equipe de especialistas e descubra o caminho mais seguro para viver esta fase de forma plena e confortável.
Dra. Polliany do Monte Lança
MÉDICA: CRM-SP 199.663
Ginecologia e Obstetrícia: RQE 127.939
Especialista em Ginecologia Endócrina e Climatério
Responsável Técnica:
Dra. Laila Kimie Yamashita
MÉDICA: CRM-SP 132.164
Ginecologia e Obstetrícia
Clínica Splena – Bauru/SP